.:: Novo aparelho usa realidade virtual para reabilitar distúrbios do equilíbrio ::.
Um novo aparelho que utiliza realidade virtual para contribuir na identificação das manifestações relacionadas com o desequilíbrio já está disponível no Brasil. Ele faz uma clara avaliação das condições equilibratórias, por meio de um exame chamado posturografia, que analisa mais amplamente do que os congêneres, uma vez que identifica os conflitos sensoriais, por meio de estímulos múltiplos e simultâneos.
Quando a causa do distúrbio equilibratório é tratada, o paciente passa por um processo de reabilitação do equilíbrio, que é prático, sofisticado, e focado para as alterações específicas de cada paciente. Tem portanto ampla aplicação no tratamento de seqüelas que geram distúrbios equilibratórios e uso amplo na prevenção de quedas, principalmente em idosos.
O aparelho que recebe estímulos emitidos por um óculos 3D foi batizado de Unidade de Reabilitação Vestibular (BRU, sigla em inglês). Ele recria estimulações e situações do dia-a-dia que provocam desequilíbrio, como por exemplo, descer e subir escadas, andar em lugares desnivelado, movimentos bruscos, etc. Todo esse procedimento tem por objetivo relatar como está o equilíbrio do paciente e contribuir para a reabilitação. “Estamos usando esse recurso a pouco tempo, porém nossa visão atual, é que o método é muito produtivo e vai ter e manter um espaço dentro da reabilitação desse quadro de desequilíbrio”, afirma o Dr. Luiz Lavinsky, primeiro médico a utilizar o BRU no Brasil.
O aparelho que começou a ser usado no País recentemente vem gerando resultados satisfatórios. “Embora o número de pacientes ainda não seja expressivo, estamos alcançando resultados, de maneira muito mais palpável e mais rápida do que o habitual, gerando uma motivação visível nos pacientes e nos profissionais relacionados com estes pacientes”, relata Lavinsky.
O BRU é constituído de um óculos 3D que emite estímulos, uma plataforma que registra o nível de instabilidade postural e um computador. Na primeira etapa, com o uso do sistema de realidade virtual, são identificadas as condições nas quais o paciente esta mais sujeito ao desequilíbrio e sujeito a quedas. Na segunda etapa do processo o paciente recebe estímulos, através do sistema emissor de imagens virtuais (espécie de óculos), que recriam as situações que causam tontura ou vertigem, propiciando uma reabilitação efetiva.